小森 優奈

その日その場で出せる最高を
切り開いた恐れずに

biografia

nome: Komori Yuna.
aniversário: 01/03/1991.
sexualidade: Bissexual.
profissão: Proprietária e curadora da Gyeongi Line Book Street e autora de best-seller.
bloco: bloco 3, nono andar, apt. 904.

Komori Yuna nasceu em 1º de março de 1991, em Kyoto. Desde muito pequena, demonstrava um fascínio curioso por tudo aquilo que costumava provocar medo nos outros. Enquanto a maioria evitava histórias de fantasmas e lendas urbanas, Yuna buscava exatamente o oposto. Gostava de caminhar pela Rua Yokai à noite, observando as sombras e imaginando se, com um pouco de sorte, conseguiria cruzar com algum espírito errante. Para ela, o medo nunca foi repulsa — era convite.Com o passar dos anos, essa curiosidade infantil amadureceu e se aprofundou. O interesse por histórias assustadoras migrou naturalmente para livros e filmes de terror, até alcançar o true crime. Embora apreciasse documentários e mantivesse uma coleção extensa de filmes, sempre foi nos livros que encontrou sua forma preferida de mergulhar no horror. A leitura lhe oferecia algo que nenhuma tela conseguia reproduzir: o silêncio necessário para que a imaginação fizesse o trabalho mais cruel.Yuna se formou em Literatura pela Kyoto University com honrarias. Chegou a atuar como professora, mas logo percebeu que não se enxergava naquele papel. A sala de aula lhe parecia restritiva demais para alguém que vivia cercada por ideias inquietantes. Foi então que passou a se dedicar à escrita. Seus primeiros livros foram publicados por uma editora interessada em sua sensibilidade narrativa; tiveram uma recepção modesta, sem prejuízo, mas também sem grande repercussão. Até que, quase como um desvio silencioso de sua própria carreira, escreveu O quarto que nunca foi aberto, sob o pseudônimo de Rei Kisaragi.O romance, ambientado em uma antiga casa japonesa marcada por um cômodo selado por décadas, explorava a relação entre memória, abandono e manifestações espirituais que não buscavam vingança, mas reconhecimento. A obra ultrapassou fronteiras culturais e se tornou um best-seller internacional, surpreendendo crítica e público ao transformar um terror japonês em algo universal.Com o sucesso inesperado e dinheiro suficiente para recomeçar, Yuna decidiu deixar o Japão. Despediu-se dos pais e, ao lado da irmã mais nova, partiu para um novo país. A Coreia do Sul pareceu uma escolha natural: além do interesse cultural, Yuna já dominava o idioma graças a antigas amizades. As duas começaram dividindo um apartamento pequeno, enquanto ela pensava nos próximos passos.Foi nesse período que amadureceu um novo desejo: incentivar as pessoas a lerem mais — especialmente terror e horror, gêneros que costumavam ser deixados à margem. Com estudo e planejamento, Yuna investiu na criação da Gyeongui Line Book Street, um espaço cultural instalado entre antigos vagões de trem transformados em livrarias. O local passou a atrair leitores interessados em circular entre livros, explorar diferentes acervos e consumir literatura de forma menos apressada. Como curadora, Yuna faz questão de escolher pessoalmente um livro de terror para ocupar a vitrine de cada livraria, como um convite silencioso ao desconforto.No final de 2025, com o crescimento constante do projeto e os royalties ainda rendendo frutos, Yuna e a irmã se mudaram para um apartamento maior no Yongsan Central Park, no nono andar do bloco 3. O espaço era mais caro, mas confortável o suficiente para refletir a nova fase das duas. O dinheiro não apenas garantia estabilidade, como também permitia pequenos luxos ocasionais.Hoje, Komori Yuna divide seu tempo entre administrar as livrarias e trabalhar em seu próximo livro. No ambiente profissional, é uma proprietária justa, respeitada e atenciosa com os funcionários. Fora dele, porém, a máscara cai. Yuna é, assumidamente, uma esquisita: solta comentários sobre crimes reais nos momentos mais inoportunos, fala por horas sobre filmes e livros de terror se alguém der abertura e mantém um quarto decorado de forma tão peculiar que parece nunca ter superado o Halloween.Apesar disso — ou talvez por causa disso — mantém uma relação extremamente próxima com a irmã. E, desde o fim de 2025, vem deixando suas excentricidades aparecerem também para os vizinhos, pouco a pouco, como se já não visse mais motivo para esconder quem realmente é.


Interesse de jogos nas temáticas de Crack, fluffy, shipp, romance, smut, angst. SLICE OF LIFE.
-Plots de confusão e desentendimento serão combinados com antecedência.
-Não misturo on com off, estejam com isso em mente. O que acontece no jogo, fica no jogo.
ooc info
Pode me chamar de Tay. Sou 25+ e não jogo com menores de idade. Sou tranquila com as demoras então por favor não me cobrem. Separo bem o On do Off por ter uma vida bastante completa fora daqui. Evito confusões. Apesar de tantas regras, busco boas amizades também.

"O quarto que nunca foi aberto"

Numa cidade costeira do Japão, existe uma casa onde um único quarto permanece trancado há mais de cinquenta anos. Não por falta de curiosidade — mas porque todos que tentaram abri-lo relataram a mesma sensação: a certeza absoluta de que algo, do outro lado, estava acordado.
Após a morte da última moradora da casa, uma jovem jornalista especializada em casos arquivados decide investigar o local. O que começa como um levantamento histórico se transforma em um mergulho perturbador em relatos esquecidos: crianças que falavam com alguém que não existia, vizinhos que ouviam passos onde não havia ninguém, sonhos compartilhados por pessoas que jamais se encontraram.
O quarto não guarda um corpo.
Guarda uma presença.
À medida que a protagonista reconstrói o passado da família, descobre que o cômodo jamais foi fechado para conter algo — mas para impedir que algo fosse lembrado. No Japão, certos espíritos não se manifestam por vingança ou ódio, mas por abandono. E quanto mais tempo são ignorados, mais profundamente se enraízam na realidade.Narrado em uma prosa silenciosa e sufocante, O Quarto Que Nunca Foi Aberto mistura documentos, entrevistas e memórias fragmentadas para criar um terror que não se apoia em sustos, mas na lenta percepção de que alguns lugares existem apenas para serem esquecidos — e que abri-los é um convite para dividir o mesmo espaço com aquilo que nunca partiu.O verdadeiro horror não está no que se vê ao abrir a porta.Mas no entendimento de por que ela nunca deveria ter sido fechada.

curiosidades

Dorme melhor com algum ruído baixo, como gravações antigas, chiado de rádio ou documentários de true crime passando ao fundo. Tem o hábito de anotar ideias para livros em guardanapos, recibos e margens de livros — depois esquece onde guardou metade deles. Sabe identificar vários yōkai e tipos de fantasmas japoneses apenas pela descrição do comportamento, não pela aparência. Sempre evita abrir portas ou gavetas antigas de uma vez; prefere deixá-las entreabertas “para observar a reação do ambiente”. Tem uma coleção particular de livros proibidos, censurados ou fora de catálogo, que não ficam disponíveis nas livrarias. Costuma visitar livrarias à noite, quando estão fechadas, dizendo que “os livros se comportam melhor quando não estão sendo observados”. Odeia finais explicados demais; acredita que o medo verdadeiro nasce do que permanece incompleto. Consegue comer tranquilamente enquanto assiste a cenas perturbadoras, mas se incomoda profundamente com barulhos repetitivos. Mantém objetos decorativos estranhos no quarto — máscaras antigas, quadros desconfortáveis, pequenas esculturas — todos organizados com extremo cuidado. Apesar da imagem reservada, ri com facilidade quando alguém compartilha do mesmo gosto estranho que ela. Nunca confirma nem nega se acredita de verdade em fantasmas — prefere responder que “algumas presenças não precisam de fé”. Sempre escolhe pessoalmente o livro de terror que fica em destaque nas vitrines, trocando-o conforme o humor da semana. Fisicamente, adora mudar o cabelo, usando apliques, perucas ou o pintando com tinta temporária. Já com as unhas, gosta de usar postiças com diferentes designs, isso quando não as pinta de maneira divertida.

selfparas